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Como O Governo Está Descaracterizando o FGTS

Como O Governo Está Descaracterizando o FGTS

Há algum tempo “os governos” brasileiros estão literalmente descaracterizando o FGTS.

Veja bem que coloquei a palavra governo no plural, não estou me referindo a este ou aquele governante.

Essa descaracterização é extremamente preocupante e, como educador financeiro, mas do que isso, como um profissional que sabe da importância da “saúde financeira” para o trabalhador, quero apresentar para você aqui o meu ponto de vista sobre essa questão para te ajudar a enxergar algumas coisas que a maioria das pessoas não estão notando.

Eu sei que nem todos tem acesso a esse benefício trabalhista, mas é importante que, mesmo que você esteja nesta situação acompanhe minha linha de raciocínio pois isso poderá te ajudar a relacionar este problema com outras áreas da sua vida.

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Primeiro, vamos deixar bem claro o que é o FGTS.

Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

O nome é autoexplicativo. 

Foi uma estratégia criada em 1966, para dar mais segurança ao trabalhador.

Veja o trecho que tirei do site da Caixa Econômica Federal.

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS foi criado pela Lei nº 5.107, de 13 de setembro de 1966 e vigente a partir de 01 de janeiro de 1967, para proteger o trabalhador demitido sem justa causaCom o FGTS, o trabalhador tem a oportunidade de formar um patrimônio, que pode ser sacado em momentos especiais, como o da aquisição da casa própria ou da aposentadoria e em situações de dificuldades, que podem ocorrer com a demissão sem justa causa ou em caso de algumas doenças graves.

Portanto, trata-se de uma poupança, de certa forma compulsória, para dar o mínimo de lastro financeiro para o trabalhador, em caso de desemprego, ou serve também para propiciar o acúmulo de recursos para que ele compre sua casa própria, ou ainda tenha uma reserva complementar para a aposentadoria.

Recentemente eu realizei um Programa de Educação Financeira em uma grande multinacional, e lá, por uma série de fatores, muitos colaboradores estavam se aposentado e me relatavam que iriam sacar quantias significativas que haviam sido acumuladas no FGTS.

Conheço centenas de pessoas que fizeram isso.

São casos do bom uso do FGTS.

Infelizmente, a maioria da população não vê o FGTS dessa forma. 

O cidadão entra na empresa, e após 6 meses ele já começa a calcular quanto será a multa de 40% no caso de ele sair da empresa.

E aí ele soma a possibilidade de ter um salário desemprego por alguns meses, e então o circo da improdutividade está formado.

E ainda bem que é compulsório, não é mesmo? 

Se o FGTS fosse optativo, você acha que alguém o teria?

E para piorar a situação, há algum tempo o governo vem descaracterizado esse benefício. Vou citar dois acontecimentos que comprovam isso.

Recentemente foi criada a possibilidade de você pegar empréstimos dando o FGTS como garantia, nos moldes do crédito consignado.

Essa medida, na verdade não resolve o problema do descontrole financeiro do trabalhador, apenas dá uma sobrevida para ele, e isso é mais prejudicial que benéfico.

E agora o governo faz o anúncio que mudará as regras de disponibilização do recurso, possibilitando retiradas anuais, e todo aquele blá-blá-blá.

Não vou entrar aqui nos detalhes destas regras pois você as encontra facilmente fazendo algumas pesquisas.

O que eu quero dizer é algumas coisas sobre o que está por trás disso.

Atestado de Incompetência Governamental

O governo atual agendou uma coletiva de imprensa estrondosa, colocando o ministro da economia, mais um montão de autoridades, mais o próprio Presidente, todos fazendo discursos que colocavam essa medida como a solução das soluções para a vida dos brasileiros e para o Brasil.

Que eles, ao contrário do governo anterior, iriam beneficiar um número muito maior de pessoas e de forma contínua, todos os anos. E por aí vai.

Chega a ser ridículo.

Por mais que cem milhões de pessoas sejam beneficiadas, por mais que a maioria das contas tenham saldos inferiores a R$ 500,00, esse valor vai, no máximo, ajudar durante alguns dias nas despesas da família.

Em termos dos impactos na economia global do país, vai ser insignificante, os economistas estão dizendo isso.

Não vai mudar praticamente nada, simplesmente vai injetar um dinheiro no mercado que rapidamente vai voltar para os bancos e empresas.

E o cidadão vai continuar, desculpa a expressão, “chupando o dedo”.

Vai reduzir o endividamento das pessoas?

Outro benefício “maravilhoso” dessa nova medida é que, como a maioria das dívidas no Serasa são de valor inferior a R$ 500,00, o trabalhador vai poder limpar o seu nome para voltar a usar o crédito.

E depois?

Se alguém precisa do recurso do FGTS para pagar dívidas é porque ele está já em uma situação financeira delicada. 

Isso significa que ela não tem renda adequada para sobreviver.

E aí ela limpa o nome?

Vai fazer o que em seguida?

Vai fazer novas dívidas.

E como, a maioria das pessoas não tem Educação Financeira, em poucos meses ela estará com o nome sujo de novo, gerando o ciclo de desgastes e  preocupações financeiras que se repete na vida de milhões de pessoas.

O foco deve ser outro

Esses governantes deveriam estar ocupados com outras ações, mais produtivas, para movimentar a economia. Sem discursos políticos (eu não tenho esse viés) eles deveriam estar ferrenhamente preocupados com a erradicação da corrupção que está não só em todos os escalões governamentais, mas também em todos os escalões da sociedade.

O que tem de cidadão corrupto não é brincadeira.

Deveriam estar preocupados com a educação destes mais de 100 milhões de pessoas que tem um nível de conhecimento precário e por isso precisam viver em condições de subemprego ou exploração.

Deveriam estar preocupados em reduzir a fortuna que se gasta no governo (aqui incluo tudo, salários, modelo de gestão financeira, modelo de uso dos recursos do povo, etc.), isso sim mina a qualidade de vida, veja o caso da saúde pública por exemplo, que é um verdadeiro caos.

Deveriam estar preocupados em desenvolver estratégias para gerar novos empregos, isso sim, com novos empregos a tendência é aumentar os depósitos no FGTS e não reduzir como eles estão fazendo.

É isso e muito mais que se esperaria do presidente e dos ministros da infra-estrutura, economia e planejamento.

Cada povo tem o governo que merece

Não precisa ser especialista em política nem em economia. Essa ação e todo esse “carnaval” revela a falta de competência dessas pessoas para ajudar nosso país e por consequência os cidadãos.

E como estão totalmente perdidos,  eles sempre encontram oportunidades de distrair o povo, iludindo, aproveitando-se da sua falta de senso crítico e de protagonismo.

Infelizmente temos que admitir que fomos nós, o povo, que os colocamos lá para nos representar.

O que esperar por exemplo de um presidente que está mais preocupado em arrumar um emprego para o filho como embaixador nos EUA?

A questão não é se pode ou se não pode. Se é nepotismo ou não.

A pergunta é: isso e prioridade?

Quem mais sai perdendo

O povo é o quem mais sai perdendo. 

E considere povo não apenas o “povão”, contemple também as pessoas de maior poder aquisitivo e mais estudo. Todos sairão perdendo.

Aparentemente não é isso que as pessoas veem. 

Mas nós continuaremos com uma sociedade de pessoas analfabetas funcionais, analfabetas financeiras, sem perspectivas de melhorias na sua qualidade de vida, dependendo de migalhas daqui e dali e a consequência é cada vez mais violência, vandalismo, destruição de patrimônio público, mais corrupção, mais improdutividade, coitadismo, muito mais.

Tudo isso acaba impactando a vida de todos. Por isso que os ricos têm que viver presos nos seus condomínios fechados, muita gente morrendo por casa de um celular ou uns trocados, etc.

Isso está correlacionado com o que estamos falando. A Educação Financeira tem um poder de transformação social muito grande. Mas a maioria das pessoas está olhando para muito longe dela.

Resumo da Ópera

Precisamos ser os “governantes” das nossas famílias e das nossas finanças.

Se deixarmos para empresas, banco e governos direcionar ou nos ensinar como lidar com todos os nossos recursos, estaremos cada vez mais perdidos.

Não podemos mudar o mundo, também não podemos mudar, pelo menos sozinhos, a qualidade dos nossos governantes.

Mas podemos liderar nossas vidas e aqueles que amamos com responsabilidade, amor e orientação.

E preocupar-se com a vida financeira é essencial, essa questão do FGTS é apenas uma pequena fração de tudo o que precisamos ficar atentos para poder viver com qualidade vida e realizando nossos sonhos.

Em outras palavras, a Educação Financeira contribuiria profundamente com a redução do número de pessoas que “trabalham para pagar contas”.

Invista em Educação Financeira, esse assunto é muito mais sério do que você imagina.

E pode trazer a você retornos valiosos, não só financeiros.

Caso queira, na descrição do vídeo você terá acesso a um dos meus cursos online, ok?

Espero ter trazido algo que, pelo menos, leve você à reflexão.

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About the Author

Julio Santos
Julio Santos

Julio Santos, Educador Financeiro, autor dos livros Educação Financeira para Pais e Filhos, Os 7 Hábitos para o Sucesso Financeiro, Harmonia Financeira para Casais e Princípios Bíblicos da Educação Financeira.

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