Aprenda a Gerar Riqueza com a Educação Financeira

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Crédito Consignado – O “crack financeiro” que está destruindo a vida de milhões de brasileiros.

Crédito Consignado – O “crack financeiro” que está destruindo a vida de milhões de brasileiros.

Há alguns anos, o surgimento do “crédito consignado” foi “pintado como a grande solução para o desendividamento da população.

Segundo os telejornais – me lembro muito bem das matérias que eram veiculadas em todas as emissoras no horário nobre – tratava-se de uma ótima solução de crédito pois a aprovação era muito mais rápida, sem burocracia e os juros bastante baixos.

Para os economistas de plantão, o tal consignado beneficiaria o cidadão e as instituições financeiras, pois de um lado o trabalhador teria maior acesso ao crédito e os bancos menor risco de calote.

Mas o que vemos às portas de 2020 é que isso é uma verdade parcial, é um ótimo negócio sim, mas apenas para os bancos.

Histórias de Desespero Financeiro

Aqui na ESCEF Educação Financeira, recebemos diariamente relatos de pessoas totalmente escravizadas por este “maravilhoso” instrumento de distribuição de crédito.

Pessoas que ficaram doentes física e mentalmente, totalmente perdidas, sem saber como sair do buraco em que se enfiaram.

Acredito que pelo menos 60% da população tenha acesso ao crédito consignado.

Isso porque notamos que há três grandes grupos de pessoas que são atacados e assediados ostensivamente pelas instituições de crédito.

São eles:

1. Aposentados

Os vencimentos dos aposentados brasileiros – refiro-me aqui aos brasileiros normais, não falo de políticos e uma pequena parcela de privilegiados – já não são uma fortuna.

Mas, mesmo antes de saberem que tem direito ao seu benefício, já estão recebendo ligações de bancos, financeiras e correspondentes bancários que lhes oferecem dinheiro fácil e rápido.

 

2. Funcionários públicos,

O sonho da segurança profissional é conquistado com muito esforço e dedicação. Porém, e assim como ocorre com os aposentados, o funcionário público é bombardeado com ofertas de crédito consignaado, havendo uma disputa ferrenha dos bancos “para “fincarem” suas bandeiras nas repartições públicas.

E paradoxalmente, os próprios bancos públicos são os principais ofertantes desta modalidade de crédito, contribuindo para esta epidemia que se alastra mais rápida e intensamente que a do sarampo.

 

3. Funcionários de empresas privadas em regime de CLT

O apetite dos bancos é insaciável.

Sempre buscando oportunidades para estabelecer os seus tentáculos por toda a sociedade, agora vejo aumentar gradativamente o número de funcionários de empresas privadas contratados em regime de CLT se complicando financeiramente devido a essa alternativa de crédito.

Os culpados por esta epidemia de endividamento

Fica bem claro que as corporações financeiras estão envolvidas até a medula com este problema.

O governo também tem sua parcela de contribuição.

Os órgãos reguladores governamentais não atuam na intensidade e proporcionalidade da agressividade dos bancos.

E cá entre nós, é ótimo que o cidadão se afogue neste tipo de crédito.

De um lado, é uma fonte de arrecadação tributária, de outro lado, é dinheiro na mão das pessoas para consumir e gastar.

O coitado do cidadão que paga o pato.

Mas não posso deixar de apresentar um grande responsável por esta situação e que poucas pessoas notam.

A falta de Educação Financeira do cidadão brasileiro.

Em recente evento no Banco Central, segundo Renata Lo Prete, âncora do Jornal Nacional, especialistas daquela instituição afirmaram que “a educação financeira do brasileiro consegue ser pior que a educação formal”.

Isso mostra a gravidade da situação.

E como especialistas em Educação Financeira somos obrigados a concordar.

A quantidade de erros que o brasileiro comete quando o assunto é a gestão do seu dinheiro é colossal.

E estes erros acontecem em grande quantidade, ao mesmo tempo e por muito tempo.

 

O desastre financeiro e praticamente inevitável.

Comportamentos Auto-destrutivos

Preciso destacar também alguns comportamentos autodestrutivos das pessoas quando estão em dificuldades em diversas áreas de suas vidas, inclusive a financeira.

As pessoas querem resolver sozinhas seus problemas.

Seja por orgulho, arrogância, vergonha, medo, insegurança, é muito difícil alguém aceitar e admitir que não está tendo a competência necessária para equilibrar as contas.

É comum omitirem até dos próprios cônjuges, dos pais quando filhos, dos filhos, quando pais.

E o resultado acaba sendo destruidor.

Os Perigos da Auto-medicação

Um hábito de muitas pessoas, quando estão doentes, é querem fazer o autodiagnóstico.

 

-É apenas uma dor de cabeça!

-Só estou com uma indisposição!

 

E vão à farmácia comprar um remédio por conta própria.

Uma pequena dor de cabeça pode ser o início de um tumor de cérebro.

Uma indisposição pode ser um câncer que está surgindo em alguma parte do corpo.

Ou seja, são situações de saúde delicadas, que deveriam ser submetidas à avaliação de um profissional qualificado – um médico.

Somente após este profissional identificar com precisão qual é o problema de saúde, é que o tratamento pode ser iniciado, e isso não acontece necessariamente só com remédios.

Pose ser que precisemos mudar a rotina de alimentação, voltar a fazer exercícios físicos, desenvolver atividades que provoquem menos desgaste emocional.

Com problemas financeiros a situação é mesma.

Quando as finanças trazem preocupação, é sinal que precisamos ir ao médico de finanças.

Pode ser que estejamos apenas com uma “labirintite financeira” ou até um “câncer terminal”,

A boa notícia é que na vida financeira, ambos têm cura.

Mas quanto mais rápido eu buscar tratamento, melhor.

Mas, na vida real, o “consignado” se transformou naquele “Benegrip” usado para curar uma aparente gripe que na verdade pode ser uma tuberculose.

Tão Perigoso Quanto Qualquer Vício

Quando lemos um pouquinho sobre tabagismo, alcoolismo e até drogas pesadas, percebemos que a maioria dos usuários não pretendia se viciar.

No início aquilo era apresentado com algo inofensivo, apenas uma forma de prazer ou diversão.

Então vem o primeiro gole, o primeiro trago, aos poucos se torna um hábito e em maior ou menor tempo, dependendo das nossas fragilidades físicas, mentais e emocionais, estamos completamente dependentes.

A dinâmica do endividamento por crédito consignado segue a mesma lógica.

 

“Juros baixinhos”.

“Vai ser só para cobrir a conta ou comprar um bem”.

 

Em breve já usou uma, duas, três, cinco vezes.

A síndrome da abstinência por crédito acontece na obsessão por descobrir novas instituições, novas margens para continuar usando aquele veneno.

A pessoa fica, literalmente, cega.

Em alguns meses, dívidas de 10, 15 mil, se transformam em 100, 200, meio milhão de reais, o valor de um imóvel.

Os Bancos e O Calcanhar de Aquiles do Cidadão

Uma vez ouvi de um amigo advogado que um dos maiores problemas do endividamento é o fato de o cidadão ser honesto.

Na ânsia de ter o nome limpo, de pagar pelos compromissos que assumiu, as pessoas são envolvidas pelos apelos sedutores de gerentes de bancos, que se colocam ainda como salvadores da pátria.

E aí, atingindo a grande fraqueza das pessoas, o que chamamos de “analfabetismo financeiro”, as organizações financeiras vão aprisionando milhões de pessoas na cadeia do crédito.

Funcionários de banco são muito bem treinados para identificar o desespero do cidadão.

Vão ministrando pequenas doses de crédito (e outros produtos financeiros), implacavelmente estimulados pelas metas impostas pelos seus empregadores.

“Eu Sei O Que Estou Fazendo!”

Talvez na sua vida você já viveu uma situação com alguém que você ama muito e está em um relacionamento doentio.

Você, com sua experiência de pai, mãe, amigo, após muito relutar, dá alguns conselhos, porque quer o melhor para os seus.

Mas a pessoa simplesmente diz que você está enganado e ela “sabe o que está fazendo”.

E continua no relacionamento, até que um dia, depois de estar muito envolvida, e de passado um bom tempo de sua vida, percebe que foi uma furada.

E às vezes é tarde demais.

No consignado é a mesma coisa.

Já tivemos situação em que o “dependente” do consignado quer ensinar o padre nosso o vigário.

E de forma errada, é claro.

Ele quer justificar as suas atitudes, e até encontra argumentos superficialmente plausíveis, gerados pela visão distorcida que as pessoas têm de Educação Financeira.

Em nossa cultura não há o hábito de pedir conselhos, ajuda, orientação.

A tendência é querer resolver sozinho, poupar os outros dos nossos problemas.

E aí, os outros, que nos amam tanto, tem experiência e estão distantes dos aspectos emocionais do problema e poderiam nos ajudar muito, ficam de lado, são ignorados.

Ou seja, temos possibilidades de poupar muito sofrimento mas simplesmente estas possibilidades são desprezadas.

As Organizações Públicas e Privadas Dando Um “Empurrãozinho”

Já existe o comportamento de querer fazer tudo sozinho, junte-se a isso o analfabetismo financeiro e o assédio das organizações financeiras.

Temos então a mistura de elementos explosivos que nos encaminham para a beira do abismo financeiro.

Mas como desgraça pouca é bobagem, os próprios empregadores (organizações privadas ou públicas) dão um empurrazinho ladeira abaixo.

O desejo, é claro, é de ajudar, auxiliar o profissional a eliminar dívidas.

Mas ao invés de enviar para uma clínica de reabilitação, elas encaminham o viciado para o vendedor da droga.

Aí eu te pergunto:

Quando o dono do boteco vai pedir para você parar de beber?

As empresas colocam o lobo no galinheiro, morando com elas.

Elas permitem que bancos tenham seus postos de atendimento dentro das próprias instalações para facilitar as coisas para o colaborador.

Overdose de Crédito

A realidade é que milhões de brasileiros estão se tornando usuários do “crack financeiro” mais devastador que pode haver: “crédito consignado”.

Estão se viciando, e muitos sofrendo overdoses deste elemento, matando-se, não fisicamente, mas mental e emocionalmente, obrigando-se a trabalhar no automático para pagar empréstimos que somam valores altíssimos por muito tempo.

Tivemos recentemente um caso em que uma pessoa, já havia “juntado” vários créditos que somavam mais de R$ 200 mil.

O gerente do banco, como um ótimo amigo, sugeriu refinanciar novamente.

O resultado foi uma nova dívida de mais de 400 mil para ser paga em 96 meses.

É quase insano.

Mas assim como viciado não enxerga a gravidade do problema ao dar uma picada no seu braço, o “tomador” de crédito quer simplesmente ter aquele dinheiro creditado em sua conta, na ilusão de que lhe trará alívio e felicidade.

Só que dois ou três dias depois ele nota que a ação foi inócua. Pior, agravou a situação.

Sociedade do Endividamento

Nós vivemos na sociedade do endividamento.

No livro “Vida a Crédito”, do filósofo Zigmunt Baumann, podemos entender a configuração de nossa sociedade pautada pelo crédito.

Hoje, a grande fonte de renda de magazines, lojas de departamentos, supermercados, etc, não são produtos eletrônicos, roupas ou alimentos.

Sua grande fonte de renda é o crédito.

Se você for a uma loja de carros, e disser que quer pagar o automóvel à vista, o vendedor é capaz de recusar.

Ele quer vender crédito.

Todo mundo ganha com isso, o vendedor, o dono da loja, a financeira, o governo.

E a pessoa sai com o sonho realizado.

Que e alguns meses pode virar um pesadelo.

Em qualquer comércio que você vá, irão te oferecer o cartão de crédito próprio.

Se você aceitar, será como o primeiro trago, a primeira dose.

Você dirá.

 

 – Ah! Vai ser para uma emergência.

 

E na primeira tentação vai usar pela primeira vez. Depois pela segunda. Depois pela quinta, décima, centésima.

Dívidas – A Escravidão do Século XXI

Todos nós estudamos em história o feito da Princesa Isabel, dando liberdade aos negros escravos no século XIX.

Mas agora, em pleno século XXI temos um novo modelo de escravidão mais grave e abrangente.

Esse novo modelo de escravidão atinge toda a sociedade, independente de cor, religião ou nível intelectual.

Aliás, nesse modelo, quanto melhor o seu rendimento e nível de educação, mais grave poderá ser essa escravidão.

A escravidão das dívidas.

O Que Nós – EDUCADORES FINANCEIROS – Desejamos

Nós somos educadores financeiros. Não vendemos crédito, seguro, investimentos.

O papel do educador financeiro é ensinar as pessoas a terem pleno domínio das suas finanças, sabendo lidar com o modelo cultural, crenças, comportamentos e pressões sociais.

É por isso que estamos abordando este assunto.

Acreditamos em uma sociedade mais saudável, em todos os sentidos. E isso passa pela Educação Financeira

Portanto, se você tem acesso ao “crédito consignado” leia e releia este texto. Pense bem em tomar o primeiro crédito.

Se você já está “viciado”, procure ajuda imediatamente. Existe cura para esse problema.

Se você não se encaixa no perfil acima, mas conhece alguém que se encaixe, encaminhe para ele, poderá salvá-la de muitos problemas.

Siga a gente nas redes sociais, e mande suas sugestões de assuntos para que a gente aborde aqui, ok?

Grande abraço.

Julio Santos

julio@juliosantos.com.br

(11) 9.7498-8550

 

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About the Author

Julio Santos
Julio Santos

Julio Santos, Educador Financeiro, autor dos livros Educação Financeira para Pais e Filhos, Os 7 Hábitos para o Sucesso Financeiro, Harmonia Financeira para Casais e Princípios Bíblicos da Educação Financeira.

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