Educação Financeira – A arte de tomar decisões financeiras adequadas

Educação Financeira –  A arte de tomar decisões financeiras adequadas

Na sociedade do conhecimento, diplomas e cursos já não são suficientes para nos manter competitivos no mercado de trabalho. Necessário se faz também um ótimo domínio de tecnologia e idiomas para manter-se no grupo de elite daqueles que conquistarão sucesso em suas vidas.

E, cada vez mais, se coloca em evidência também a necessidade de que todo profissional precisa autoconhecer-se – identificar seus pontos fortes e fracos, para investir em um ou em outro (ou em ambos) de acordo com o momento e oportunidades. Certamente você já conviveu com pessoas muito competentes tecnicamente que perderam espaço devido às suas  fragilidades emocionais.

Nesse contexto coloco a  Educação Financeira como uma área, ao mesmo técnica e de autoconhecmento muito  importante para nosso crescimento pessoal e profissional.  Porém, na prática, a Educação Financeira ainda não obteve a devida atenção e valorização do trabalhador brasileiro.

Isso porque ainda se acredita que falar de Educação Financeira é ensinar apenas a economizar e guardar dinheiro.

Essa visão, é claro, gera um alto grau de rejeição, pois nossa cultura é voltada para viver o hoje sem preocupar-se muito com o amanhã – não é por acaso que ouvimos por aí frases do tipo: “dessa vida não se leva nada”, “aproveitemos bem o agora pois não sabemos se estaremos vivemos amanha.”

Discussões filosóficas e religiosas à parte, o fato é que a educação financeira é algo muito mais amplo que “economizar” – segundo a OCDE- Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico  – “educação financeira é a capacidade de tomar decisões financeiras adequadas através de conhecimento, informação e orientação.”

“Vive bem quem sabe aproveitar o presente sem desprezar o futuro”

Quando pensamos apenas no presente certamente vivemos dissolutamente, gastamos mais do que o necessário, esbanjamos sem necessidade e não prestamos atenção em pequenos detalhes.

Quantas decisões financeiras precisamos tomar que podem comprometer nossas vidas por anos – comprar um carro, uma casa, alimentação, compras do dia a dia, mudar de emprego, montar um negócio, casar-se, escola dos filhos, aposentadoria, relacionamento com banco, estilo de vida.

Decisões mal pensadas e mal decididas podem significar prejuízos milionários na vida de uma pessoa – por mais simples que seja ela – um assalariado por exemplo.

Veja nessa notícia do portal Exame:

“No ano passado (2015) quarenta e um de cada cem imóveis vendidos foram devolvidos.

Link da matéria:

http://exame.abril.com.br/negocios/noticias/de-cada-100-imoveis-vendidos-41-foram-devolvidos-as-construtoras-em-2015

Talvez não todos, mas há  uma grande possibilidade de parte desses 41% terem tomado uma decisão precipitada ou mal planejada. E tenho certeza que algumas pessoas, mesmo percebendo que a decisão não foi a mais adequada para o momento, vão querer sustentar aquele sonho a qualquer custo, trabalhando mais, reduzindo o padrão de vida, etc.

Muitos poderão falar – Ah, Mas é o sonho da casa própria!

Sim, concordo, o que quero dizer é que realizar sonho não é só ir lá na empolgação e assinar o contrato,  é preciso pesar na balança diversos outros pontos.

A tomada de decisões financeiras inadequadas pode ter um efeito de longo prazo, causando não só prejuízos financeiros mas também frustração e doenças como depressão.

Decisões adequadas, por outro lado, podem ser extremamente benéficas, mesmo que para isso precisemos recuar, dar um passo para trás, esperar mais um pouco ou até admitir que um erro foi cometido.

Mas como é difícil admitir erros, não é mesmo?

Há um outro fator que faz as pessoas quererem manter distância da Educação Financeira – a necessidade de mudança. Muita gente percebe que a educação financeira até é interessante, porém, prefere-se ficar na zona do conforto, esperando a “riqueza” cair do céu.

Infelizmente essas pessoas não percebem que todas as grandes conquistas são feitas com esforço, mudanças de mentalidade e determinação. Pensar positivo apenas e repetir frases bonitinhas não resolvem o problema de ninguém.

A decisão e sua!

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Julio Santos
Julio Santos

Julio Santos, Educador Financeiro, autor dos livros Educação Financeira para Pais e Filhos, Os 7 Hábitos para o Sucesso Financeiro, Harmonia Financeira para Casais e Princípios Bíblicos da Educação Financeira.

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