Erros no Relacionamento com Bancos que Comprometem sua Saúde Financeira.

Erros no Relacionamento com Bancos que Comprometem sua Saúde Financeira.

Os bancos são uma instituição de extrema importância para a sociedade. Pagam milhões de impostos gerando benefícios para a população, criam milhões de empregos e facilitam muito nossa vida.

Porém, nem tudo são flores – a relação entre banco e cliente é comercial – ele vende produtos/serviços e você os usa/adquire. 

Por mais que as propagandas tentem revelar uma relação extremamente humana e com foco em facilitar sua vida e torná-lo mais feliz, se você não ficar atento ao interagir com os bancos, pode estar prejudicando o seu desempenho financeiro no presente e no futuro.

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A seguir enumeramos sete erros no relacionamento com instituições bancárias que você deve analisar e corrigir para que a sua vida financeira possa melhorar.

Desinformação

Em tempos de excesso de informação é preciso selecionar o que lemos, assistimos e interagimos para usar em nosso benefício em todas as situações da vida. Isso inclui também a vida financeira. 

Estar ciente dos rumos da economia nacional e internacional, as tendências de inflação e emprego (ou desemprego), as projeções de juros, entre outras informações, são trunfos a serem usados no momento de visitar o banco.

Você não precisa ser um especialista em assuntos sobre economia e geopolítica mas, demonstrar que é uma pessoa que está antenada com o mundo, deixará o seu gerente alerta quando pois ele sabe que pessoas bem informadas sabem proteger melhor seus interesses, inclusive os financeiros.

Portanto, ao interagir com ele comece a conversa fazendo comentários sobre temas relacionados ao motivo de sua visita e durante o transcorrer da conversa continue, de forma sutil e contextualizada, mostrando que você é uma pessoa diferenciada e sabe lutar pelos seus interesses.

Pressa

Há tanta coisa mais importante a fazer do que ir ao banco em pleno dia de trabalho. Mas em algumas situações isso é necessário e nossa postura nesses momentos pode ter impactos positivos ou negativos para as nossas finanças.

Demonstrar pressa, pedir para o gerente agilizar ou passar você na frente dos outros serão grandes oportunidades para ele apresentar propostas que nem sempre são as mais interessantes para você. 

Mas, como você está um tanto apressado, ele só está tentando ajudar, é claro.

Mesmo que a pressa seja real, mantenha o controle, reorganize as suas atividades do dia, não demonstre ansiedade, espere o necessário e converse de maneira tranquila de forma a obter todas as informações necessárias para as suas tomadas de decisão.

Não fazer a lição de casa

Você sabe quais os produtos e serviços que usa do banco? 

Tem conhecimento de taxas e serviços cobrados, valores de cheque especial, cartão de crédito, pacote de serviços?

Recentemente acompanhei uma pessoa em um processo de negociação com o banco. Nos preparamos bastante antes dessa visita e, quando apresentamos um relatório detalhado de todo o relacionamento com a instituição, a sua primeira reação, ao ver que estávamos com aquelas informações detalhadas e registradas, foi de completa surpresa, pois segundo ele isso é o que menos acontece.

Segundo ele as pessoas por estarem muito apressadas (erro número 2) ligam para ele, pedem para liberar o serviço, e nem sequer pergunta por detalhes sobre o que estão adquirindo. 

Querem apenas apagar incêndios. 

E de incêndio em incêndio a sua saúde financeira pode estar sendo consumida de forma voraz.

Pode ter certeza que, se, ao iniciar sua conversa com o gerente você apresentar a ele o seu dossiê financeiro naquele banco, ele relutará em fazer qualquer ofertas inadequadas ao seu perfil financeiro.

Viver de passado

Construir um relacionamento com o banco, ou qualquer outra organização que nos preste serviço é importante pois o relacionamento de longo prazo pode significar descontos, prazos estendidos e outros benefícios. 

Mas e se isso  não acontece, ou melhor, se o tempo vai passando e o relacionamento não melhora, mantém-se inalterado ou, em alguns casos piora?

Há situações em que o banco começa a olhar para você como apenas mais  um, é como namoro e casamento, enquanto no primeiro você cerca de atenções a pessoa amada, no segundo o convívio e intimidade amornam o relacionamento.

Quando isso acontece você precisa refletir sobre quais as melhores ações para reverter a situação. Se possível que seja favorável a ambos, mas, se isso não for factível, tome decisões que efetivamente protejam a você e a sua vida financeira. 

Infelizmente pessoas fazem o contrário, e mesmo não tendo benefícios e melhoras após suas solicitações, se apegam ao tempo de relacionamento – sabe aquele frase no talão de cheques – cliente desde xx/xx/xx. e mantém uma situação que não tende a melhorar.

Os tempos mudaram, atualmente há muitas formas de resolução de suas necessidades financeiras – sejam elas para contrair empréstimos ou realizar investimentos – portanto, não viva de nostalgia e dos tempo bons do passado. Se for preciso – após uma análise criteriosa e consistente, dê um gelo no banco até encontrar algo melhor – e se for necessário, peça o divórcio.

Ser benfeitor do gerente

Você já recebeu uma ligação espontânea e inesperada do banco com alguém do outro lado da linha pedindo para você comprar um determinado produto? 

Já se comoveu com os pedidos do seu gerente pedindo para você “quebrar o galho” pois ele precisa atingir as metas impostas pelo banco?

Será que se em um outro  momento, inverso, onde você se encontrasse em uma situação bastante delicada, ele iria até as últimas consequências para te ajudar?

O seu sucesso financeiro depende de um relacionamento inteligente com o banco. 

Comprar produtos que não atendem suas necessidades pode até no nível superficial melhorar o seu “score” bancário, mas no nível mais profundo demonstrará o seu nível de analfabetismo financeiro.

Isso porque ter títulos de capitalização, vários cartões de crédito, apólices de seguro duplicadas, entre outras coisas, demonstrarão ao banco que você não é uma pessoa muito atenta à sua vida financeira. E aí, naquilo que você pensa que está se ajudando na verdade está se complicando cada vez mais.

Somente para emergências

Outro ponto crítico é aparecer no banco somente em casos de “extrema emergência” (emergência para você é claro). 

Você aparece apenas no momento que precisa um empréstimo para viabilizar o intercâmbio do filho ou de um financiamento para comprar aquele carro que, segundo o vendedor, o valor só poderá ser mantido até “amanhã” (poderosa estratégias de venda para criar o sentido de “emergência).

Apresentar-se dessa forma, e, pior, deixar o banco perceber isso, é um verdadeiro suicídio pois ele usará esse elemento contra você. 

Muito provavelmente ele atenderá suas solicitações, porém, com as condições mais favoráveis à instituição.

E então… lembra-se do motivo do empréstimo – dinheiro para comprar aquele carro que parecia o último do planeta – de repente você começa a se deparar com outras alternativas muito melhores e mais econômicas e percebe que agiu precipitadamente.

Não confrontar informações

Os bancos concentram um grande numero produtos financeiros – pagamento de contas, investimentos diversos, créditos dos mais variados tipos e um sem número de outros serviços – seguros, financiamentos, atendimento a empresas, etc.

Diante de tantos itens, mesmo com o intenso uso de tecnologia, um erro muito comum nos bancos é a cobrança indevida dos mais variados tipos. 

Basta olhar as estatísticas dos PROCONS, bancos e operadores de telefonia normalmente estão entre as TOP FIVE no ranking de reclamações.

Erros acontecem, não estou questionando a idoneidade das instituições financeiras, o problema é que a população não tem o hábito de conferir contratos, extratos e materiais publicitários. 

É uma brecha aberta para você ser punido por erros de digitação, lançamentos indevidos ou duplicados ou cobranças desconexas com o que foi contratado.

Já presenciei algumas pessoas terem grandes prejuízos com cobranças indevidas de taxas, registro de taxas e outras coisas mais.

Usar o banco SOMENTE para obter crédito

Talvez você não fique atento sobre todos os detalhes do seu relacionamento com o banco mas, certamente, o banco sabe de todos os detalhes do relacionamento dele com você.

Quando você senta na mesa do gerente, ele, ao ligar o computador, obtém em segundos informações detalhadas sobre sua vida financeira. 

Imagine ele vendo lá na sua tela que os únicos produtos/serviços que você usa estão relacionados a crédito: cheque especial, cartão de crédito, empréstimos, financiamentos, etc.

Enquanto ele alterna olhares para você e para a tela e chega a duas conclusões, que não são nada positivas a você:

  1. Ele percebe que você não tem uma grande preocupação com o seu controle financeiro, afinal está há anos rolando dívida sobre dívida. Então certamente ele não vai perder a oportunidade de dar mais corda até que você se enforque sozinho.

Como assim? 

Certamente ele vai propor aumentar seu limite do cheque especial, oferecer uma nova modalidade de cartão de crédito e assim que você sair da agência programará o sistema para enviar uma cartinha ao seu endereço com um crédito pessoal “super pré-aprovado” que para ser usado bastará ir ao caixa eletrônico.

  1. Ele também deduzirá que o seu “risco” para o banco é maior do que aqueles que não usam crédito com tanta frequência e variedade. A lógica é a seguinte: as pessoas que usam muito o crédito pagam mais por ele para remunerar os investidores daquele próprio banco. Isso porque você tem menos lastro financeiro para saldar seus compromissos financeiros.

Resumindo

O que fazer então.

O primeiro passo começa com você, conscientizando-se que é o maior interessado no seu bem estar financeiro. Se você não se preocupar com seu bem estar financeiro, ninguém mais vai se preocupar, muito menos o banco.

Talvez seja hora de buscar conhecimento em educação financeira, começar a aplicar os seus principais conceitos e em seguida ajustar o relacionamento com o banco para que o casamento perdure por muitos anos.

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Julio Santos
Julio Santos

Julio Santos, Educador Financeiro, autor dos livros Educação Financeira para Pais e Filhos, Os 7 Hábitos para o Sucesso Financeiro, Harmonia Financeira para Casais e Princípios Bíblicos da Educação Financeira.

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