Gestão de Contas a Pagar [Parte 2]

Gestão de Contas a Pagar [Parte 2]

Conforme conversamos no capítulo anterior desta série, o tema GESTÃO DE CONTAS A PAGAR é um grande desafio para os empresários, especialmente aqueles que tem negócios de pequeno e médio porte.

Na introdução da série, apresentamos como este “problema” se desenvolve. Agora vamos apresentar as consequências de uma GESTÃO DE CONTAS A PAGAR mal feita.

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As Consequências de Uma Gestão de Contas a Pagar deficiente

Quanto desenvolvemos uma Consultoria Financeira Empresarial notamos que é comum, em algum momento, aparecerem problemas no setor de Contas a Pagar. E as consequências deste problema afetam profundamente a lucratividade do negócio.

As consequências mais comuns são:

1. Atrasos em Contas Essenciais: aluguel, impostos, prestadores de serviço

Com controle ou não, as contas chegarão.

Todas elas, uma vez assumidas, terão que ser pagas – algumas serão mais urgentes, como fornecedores, pois havendo atrasado ele poderá não te atender.

É nessa hora que começa a bater o desespero e a decisão mais comum é atrasar contas essenciais, mas que, na mente do empresário, podem esperar.

Então ele atrasa o contador, os impostos, o aluguel.

No mês seguinte ele repete.

No terceiro mês já é um hábito.

Onde você acha que isso vai dar?

2. Desperdício de tempo

O velho ditado “tempo é dinheiro” é extremamente verdadeiro.

Para os empreendedores, mais ainda.

Mas o que acontece nas empresas é que boa parte do tempo é gasto de forma errada, “apagando incêndios”.

Um sistema de contas a pagar ineficiente deixa o empresário maluco, impactando em decisões precipitadas e erradas, exigindo ações de ajustes e tudo isso é tempo valioso perdido com algo que poderia ser evitado

3. Calote em Contas Essenciais

Acima falamos do atraso nas contas essenciais.

Mas é surpreendente como a mente do empresário é pragmática em algumas tomadas de decisão (muitas vezes mais para o mal do que para o bem).

É “batata”.

Começou a faltar dinheiro ele vai dar calote em quem?

  1. Impostos
  2. Contador
  3. Aluguel
  4. Contas de serviços básicos (água, luz).
  5. Prestadores de serviço (gestor de internet, diarista, etc)

 

O problema é que isso não resolve o problema.

Aliás, só se agrava, pois ele não vai em busca da causa daquele problema, é como querer curar um câncer sem fazer quimioterapia.

Aparentemente a situação pode até parecer boa, mas lá dentro o câncer está se espalhando por todo o corpo.

E então essas dívidas essenciais vão aumentando a cada mês chegando a proporções estratosféricas.

4. Empréstimos Bancários

O desequilíbrio começa a criar corpo.

No início são altos e baixos, mas em poucas semanas são mais baixos do que altos.

Você olha para o extrato bancário e só vê a conta no vermelho. Os credores no seu cangote. E o gerente te oferecendo crédito.

Você diz:

 

-Seja o que Deus quiser, Deus proverá!

 

E começa a usar o cheque especial. Em pouco tempo ele estoura.

Pega pequenos empréstimos, dá duplicatas em garantia, compra produtos bancários desnecessários para agradar o gerente.

Uma verdadeira “cratera” financeira começa a se formar.

5. Perda de Recursos e Bens Pessoais

Isso não acontece com todos os empresários.

Pela nossa experiencia há muito empresário que não está nem aí com seus credores, funcionários, fornecedores.

Ela vai construindo patrimônio, abre vários CNPJs e vai seguindo a vida.

E estes são os que mais criticam governo, políticos e carga tributária.

Mas existem muito empresário íntegro, consciente de suas responsabilidades.

Esses não conseguem dormir, preocupados com as suas contas a pagar.

Comprometido em reverter a situação ele começa a vender seus próprios recursos – carro, casa… – reduz suas retiradas mensais, muda o padrão devida da família.

E isso não deveria acontecer, afinal o negócio foi construído com muita dedicação e competência.

6. Desmotivação

O empreendedor brasileiro é muito empenhado, motivado e criativo.

Isso é um fato.

É uma pena que vejamos muitas empresas passarem por problemas financeiros, não por falta de dedicação dos seus donos.

Muitas vezes ele é o primeiro a chegar, o último a sair, trabalha no final de semana, abre mão do convívio familiar.

Mas não há disposição e motivação que se mantenha à medida que as preocupações financeiras se avolumam na sua mente.

O desânimo começa a se destacar, o pessimismo pede passagem.

Por que é bom investir em uma boa Gestão de Contas a Pagar?

Na terceira e última parte desta série mostraremos a você todos os benefícios de uma boa Gestão de Contas a Pagar

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About the Author

Julio Santos
Julio Santos

Julio Santos, Educador Financeiro, autor dos livros Educação Financeira para Pais e Filhos, Os 7 Hábitos para o Sucesso Financeiro, Harmonia Financeira para Casais e Princípios Bíblicos da Educação Financeira.

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