Novas Regras do Cheque Especial: A tendência é piorar a situação de quem já está com descontrole financeiro.

Foram anunciadas novas medidas para amenizar o impacto do cheque especial na vida do brasileiro. A partir de 1º de julho de 2018 os bancos deverão oferecer opções mais baratas para os seus clientes.

É evidente que o pessoal dos bancos vai dizer que isso é bom. E o que foi afirmado pelo presidente da Febraban – Murilo Portugal – em entrevista. Segundo ele, “a medida é um avanço para o setor” pois reduzirá a inadimplência.

Mas na prática, o que pode acontecer [e com maior probabilidade] é as pessoas se complicarem ainda mais, se afundando em dividas, tentando resolver seus problemas financeiros sem o preparo adequado, e ampliando o ciclo de dificuldades financeiras que acomete muitas famílias durante anos e até décadas.

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Primeiro, porque a oferta do novo crédito não significa o cancelamento do cheque especial ou outras linhas de crédito. Na verdade, é mais um instrumento que o governo dá aos bancos para ajudar as pessoas a se enforcarem cada vez mais.

Segundo porque as taxas “mais baixas” não serão tão baixas assim, ou seja, o novo empréstimo não deverá ser suficiente para minimizar as despesas, mesmo porque, sair das dívidas deve ser parte de um projeto pessoal e familiar de “Planejamento Financeiro. Na própria medida o governo diz que as taxas praticadas serão definidas pelas instituições financeiras. Em outra palavras, elas estão com a faca e o queijo nas mãos.

Exemplificando: o seu cheque especial tem uma taxa de 15% ao mês, um percentual estratosférico mesmo após 16 meses consecutivos de queda nas taxas de juros. O banco liga para você e oferece um novo empréstimo, para simplificar a vida. E a taxa de juros é, por exemplo, 9% ao mês. Altíssima ainda. E é isso o que os bancos fazem, e pior, o que as pessoas aceitam e acreditam que estão fazendo um bom negócio.

E se bobear ainda vão te oferecer um seguro, uma capitalização, e as chances de você acabar aceitando tais produtos não são desprezíveis também.

No fim, os bancos continuarão auferindo os seus lucros absurdos ano a ano e o cidadão repetindo aquela famosa frase:

 – Vivo para pagar contas!

O governo teria uma atuação mais coerente se procurasse implantar programas efetivos de Educação Financeira para todos os segmentos sociais, especialmente para a população com baixa escolaridade, uma presa fácil para bancos, financeiras e demais instituições do ramo. E ajudaria também se ele, o governo, tivesse uma fiscalização mais seria em relação às práticas destas instituições que oferecem juros abusivos aproveitando-se do analfabetismo financeiro das pessoas.

De qualquer forma, com auxílio ou não do governo, você pode mudar esta situação. Você tem todas as condições de aprender todos os princípios da Educação Financeira para conseguir gerenciar os seus recursos financeiros com sabedoria e bom senso, em condições de dar uma boa qualidade de vida para a sua família e ao mesmo tempo aprendendo a se preparar para o futuro, construindo uma reserva para a sua aposentadoria.

Existem várias formas e canais para o aprendizado da Educação Financeira, mas o primeiro passo é a sua atitude: querer este aprendizado.

Um grande abraço e sucesso.

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