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Quando começar a falar de “Educação Financeira” para os filhos?

Quando começar a falar de “Educação Financeira” para os filhos?

Um dos dilemas dos pais quando o assunto envolve os filhos é a educação financeira. As dúvidas mais recorrentes são: será que devemos falar? Quando falar? E como falar?

Um fato é que a maioria dos adultos também não sabe bem sobre educação financeira por não terem recebido isso de seus pais quando criança.

Segundo o consultor financeiro, Julio Santos, é preciso falar sobre o assunto desde cedo. “Falar sobre educação financeira para os filhos começa a ser mais produtivo quando a criança inicia sua alfabetização. Nesse momento ela recebe uma grande dose de estímulos intelectuais e emocionais, que junto com sua curiosidade forma o universo adequado para a incorporação de conceitos finanças pessoais e familiares”, afirma.

E se engana quem pensa que é difícil mostrar isso para os pequenos. “O ensino se dá a partir de situações simples e corriqueiras, por exemplo, quando a criança expressa o desejo de ter algo, um brinquedo ou uma roupa, por exemplo. Nesse momento os pais introduzem o conceito de preço (quantidade), poupar (guardar para realizar sonhos), escolhas (uma parte eu gasto, outra eu reservo), conquistas (ao realizar o sonho), cooperação familiar (você não desperdiça, não estraga, e o papai e a mamãe também contribuem para que o seu sonho se realize). São inúmeras as possibilidades”, ensina Julio.

Outro detalhe importante a ser lembrado sempre, é o que falamos em nosso dia a dia por que tudo isso reverte para a cabeça da criança que cresce criando conceitos negativos sobre o assunto. “Mesmo antes desta fase já é bem possível iniciar, indiretamente, o processo de educação financeira dos filhos. Pais que expressam verbalmente conceitos e crenças negativas sobre dinheiro já estão, imperceptivelmente incutindo na mente dos filhos as mesmas ideias.”, orienta o especialista.

 

Qual o papel e como dar um bom exemplo na educação financeira infantil?

Ser um bom exemplo para o seu filho é o primeiro passo para que ele crie boas referências sobre como poupar dinheiro. “O papel do bom exemplo precede qualquer ensinamento. Dizer que o filho deve poupar e ser uma verdadeiro gastão, e a criança percebe isso, certamente é um tiro na agua. Ou falar que o filho só pode ter um ou dois calçados e o pai, ou a mãe, ter 50 pares irá gerar sérios questionamentos para ele”, adverte.

E o especialista complementa, “quer dar um bom exemplo? Antes de dar um cofrinho para o seu filho e iniciar aquele discurso de que é preciso poupar, tenha o seu próprio cofrinho, alimente-o diariamente colocando suas moedinhas, tomando o cuidado para que o seu filho veja, certamente ele perguntará do que se trata.”

Uma maneira excelente de mostrar para ele que você está poupando dinheiro para que realize seus sonhos futuros.

 

Mesada

Segundo Julio, dar mesada para os filhos pode ser positivo se os pais souberem colocar neste ato a importância dos filhos respeitarem o dinheiro. “Se os pais têm condição financeira e são organizados financeiramente, é salutar, mas somente se você realmente tiver condições para reclamar depois que não tem dinheiro para nada. O mais importante é, seja na modalidade de mesada ou algum dinheiro dado aos finais de semana, mostrar para os filhos que o dinheiro deve ser respeitado mostrando que que foi conquistado com trabalho, que é limitado, que um dia pode rarear ou faltar, que não deve ser um fim, mas um meio para conquistar, etc.”, alerta.

Porém, de um modo geral, a mesada é uma ferramenta educacional excelente. “É um instrumento de educação financeira valioso para a vida adulta da criança. Com a mesada a criança aprende a lidar com valores e prazos definidos, aprende a fazer escolhas (não dá para fazer tudo o que desejamos com o valor “limitado” da mesada”), desenvolve a sensação de autonomia (papai confia em mim na administração das minhas necessidades).”, mostra Julio.

Desta forma, ao se tornar adulto, a criança terá referências positivas sobre o valor do dinheiro e de como poupar.  “Todos esses conceitos vão ser consolidados como hábitos totalmente saudáveis que, na chegada à vida adulta e profissional, permitirá que a criança faça a analogia mesada e salário, administrando os seus proventos a partir dos mesmos conceitos.”, explica.

 

Ensinamentos importantes

O consultor Julio Santos deixa claro que é necessário mostrar aos filhos que para termos o que queremos é preciso se preparar para isso.

Além disso, sempre deixe claro por que está fazendo aquela reserva financeira e para que ela pode servir. “O dinheiro que guardamos deve ter objetivo, ou seja, antes de colocar dinheiro no cofrinho, eu já devo saber para que estou poupando, caso contrário será apenas de um hábito vazio que pode significar inclusive avareza, mesquinharia. Explique, por exemplo, que está fazendo uma pequena reserva para eventuais necessidades, como o conserto de um eletrodoméstico ou para ir à farmácia.”, justifica.

E, por fim, o especialista orienta que quando fizer o seu planejamento convide seu filho para acompanhar. “Outra forma de ensinar é sentar à mesa para fazer o seu planejamento financeiro mensal e convidar a criança para acompanhá-lo nesta atividade, explicando tudo para ele, será uma maneira de mostrar que você valoriza a organização financeira. Ela não precisa entender completa e tecnicamente, mas ao chamá-la para olhar suas anotações ela perceberá, com o tempo, que se tratava de uma atitude importante para a saúde financeira da família.”, completa.

 

Livro Educação Financeira para Pais e Filhos

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About the Author

Julio Santos
Julio Santos

Julio Santos, Educador Financeiro, autor dos livros Educação Financeira para Pais e Filhos, Os 7 Hábitos para o Sucesso Financeiro, Harmonia Financeira para Casais e Princípios Bíblicos da Educação Financeira.

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