Quem Precisa de Educação Financeira

Tempo de leitura: 8 minutos

Essa é uma pergunta que muita gente faz — quase sempre em silêncio.

E, na maioria das vezes, só quando o problema financeiro já virou crise.

Existe um entendimento equivocado, ainda muito presente na sociedade, de que consultoria financeira pessoal é algo destinado apenas a quem está endividado, desorganizado ou “falido”. Como se buscar ajuda fosse um atestado de fracasso.

Essa visão não apenas é limitada, como também impede que muitas pessoas evitem problemas maiores no futuro.

Talvez a pergunta correta não seja quem está em dificuldade financeira, mas quem deseja viver com mais clareza, equilíbrio e responsabilidade em relação ao dinheiro.

O erro de associar ajuda financeira apenas ao endividamento

Durante anos, construiu-se a ideia de que pedir ajuda financeira é algo que só faz sentido quando a situação já saiu do controle.

Isso faz com que muitas pessoas adiem decisões importantes, vivendo no automático, acreditando que “por enquanto está tudo bem”.

Mas, assim como acontece com a saúde, o maior valor está na prevenção, não na correção emergencial.

E é justamente aí que mora um dos maiores riscos financeiros da vida adulta.

O perfil invisível: o equilibrado financeiramente vulnerável

Existe um grupo pouco discutido, mas extremamente vulnerável: as pessoas que pagam todas as contas em dia, não estão endividadas, mantêm o nome limpo, mas não investem, não constroem reservas e não planejam o futuro.

Essas pessoas vivem no que eu chamo de equilíbrio frágil.

Elas não sentem dor agora, mas estão expostas. E, muitas vezes, quando um imprevisto acontece — uma doença, uma demissão, uma queda de renda — o desgaste emocional e financeiro é muito maior do que em alguém que já está acostumado a lidar com dívidas e renegociações.

Pagar contas em dia não é segurança financeira.

É apenas o começo.

Palestras de Educação Financeira em escolas, igrejas e empresas
Palestras Educação Financeira em Escolas, Igrejas e Empresas

Investir não é sinônimo de educação financeira

Outro mito comum é acreditar que quem investe já tem educação financeira. A prática mostra exatamente o contrário.

Muitas pessoas investem porque:

  • Têm boa renda

  • Recebem orientação automática do banco

  • Possuem previdência privada via empresa

  • Fazem investimentos quase “por inércia”

Mas educação financeira vai muito além da aplicação financeira.

Ela envolve:

  • Análise do padrão de vida

  • Clareza sobre o custo do próprio estilo de vida

  • Entendimento do que é sucesso e riqueza

  • Alinhamento entre valores, princípios e decisões

Já atendi investidores com patrimônio relevante que viviam extremamente inseguros.

Em um caso específico, um casal na faixa dos 50 anos tinha quase R$ 2 milhões poupados.

À primeira vista, parecia uma situação confortável.

Mas, ao analisar o padrão de vida, percebemos que, se parassem de trabalhar naquele momento, aquele patrimônio não duraria mais do que cinco anos.

O problema não era o investimento.

Era a gestão da vida.

Educação financeira não é sobre enriquecer, é sobre decidir melhor

Educação financeira não existe para transformar pessoas em milionárias compulsivas, nem para estimular uma busca desenfreada por rentabilidade, risco ou status.

Ela existe para ensinar algo muito mais simples e poderoso:
gerenciar o dinheiro para viver bem o presente e se preparar para o futuro, cada um dentro da sua realidade.

Não se trata de quanto você ganha, mas de como você vive, do que valoriza e do que constrói ao longo do tempo.

Coleção Completa de Livros de Educação Financeira
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Diferentes atividades profissionais, desafios distintos — a mesma necessidade

A educação financeira não está ligada à profissão, mas ao modelo de atividade profissional.

Funcionário CLT

O trabalhador formal ainda possui benefícios importantes no Brasil: férias, décimo terceiro, FGTS, PLR.

O problema é que muitos brasileiros gastam esses recursos antes mesmo de recebê-los, vivendo antecipadamente aquilo que ainda não entrou no orçamento.

Sem educação financeira, esses benefícios deixam de ser ferramentas de segurança e passam a ser apenas extensão do consumo.

Funcionário público

A estabilidade traz segurança, mas também pode gerar acomodação.

Sem planejamento, muitos servidores chegam à maturidade profissional com renda previsível, mas sem estratégia de longo prazo, especialmente para a aposentadoria.

Profissional liberal e autônomo

Aqui o desafio é a renda variável. Muitas vezes alta, mas irregular.

Sem método, essa renda gera ansiedade constante, dificuldade de planejamento e mistura entre finanças pessoais e profissionais.

Empresário

O empresário tem capacidade de gerar dinheiro rápido, mas enfrenta riscos elevados.

Muitos negócios quebram não por falta de vendas, mas por má gestão financeira, que quase sempre começa na vida pessoal do próprio empresário.

O grande ponto cego da sociedade: o longo prazo e a aposentadoria

Vivemos em uma sociedade imediatista. A população está envelhecendo, a taxa de natalidade está caindo, e a cultura de poupança e preparação praticamente não existe.

As pessoas trabalham 20, 30 anos sem pensar no futuro e, ao chegar aos 50, 55 ou 60 anos, sentem-se excluídas do mercado de trabalho — fenômeno conhecido como etarismo.

O mercado, de fato, tem critérios objetivos: custo da mão de obra, produtividade, vitalidade.

Experiência é importante, mas não garante empregabilidade nem renda eterna.

A educação financeira existe justamente para ensinar que:

  • O futuro não pode ser terceirizado

  • O tempo é um ativo poderoso

  • Quem não se prepara cedo paga um preço alto depois

Por que o educador financeiro se torna tão importante hoje?

O educador ou consultor financeiro é um especialista.

Assim como você procura um médico, um dentista ou um mecânico, há limites claros para o que conseguimos fazer sozinhos.

Mesmo pessoas inteligentes, com boa renda e capacidade de cálculo, se beneficiam enormemente de alguém que:

  • Estudou profundamente o tema

  • Tem método

  • Tem experiência prática

  • Tem visão externa e imparcial

Uma boa consultoria financeira não é uma aula isolada.

No meu caso, por exemplo, acompanho meus clientes por períodos de 30 a 60 dias, às vezes até 90 dias.

Esse tempo é suficiente para organizar conceitos, estruturar método e gerar mudança real — sem criar dependência.

Exemplos reais que mostram o valor da educação financeira

Já atendi um empresário jovem, com excelente investimento e ótima rentabilidade.

Ele me procurou para melhorar o investimento. Após análise, concluímos que não havia nada a melhorar no produto financeiro. O ganho estava no comportamento.

Ele poupava 60% da renda e vivia com 40%.

Com pequenos ajustes de padrão de vida e organização, passou a viver com cerca de 33%. Isso gerou 7% a mais de aporte mensal, sem mudar absolutamente nada no investimento.

Outro cliente, endividado e desorganizado, me disse após duas sessões:


“Foi como se um holofote tivesse sido ligado na minha frente. Tudo clareou.”

E há inúmeros relatos de melhoria de saúde mental.

Muitas vezes, a ansiedade e a depressão estão diretamente ligadas à preocupação financeira. Quando o descontrole é tratado, a mente encontra descanso.

Eu mesmo vivi isso. Tive boa formação acadêmica, bons cargos, boas rendas — e sempre endividado.

A educação financeira foi um divisor de águas na minha vida. Mudou meus valores, meu comportamento, minha relação com o dinheiro e comigo mesmo. Foi isso que me motivou a me tornar educador financeiro.

Então, afinal, quem precisa de uma consultoria financeira pessoal?

A resposta mais honesta é simples:

quem não quer mais viver no automático em relação ao dinheiro.

Quem deseja clareza, equilíbrio, tranquilidade e coerência entre o que ganha, o que gasta e o que valoriza.

Educação financeira não envelhece.


Ela vale aos 20, aos 40, aos 60 e além.


É um conhecimento não perecível, que acompanha a pessoa pelo resto da vida.

Talvez a pergunta não seja quem precisa, mas quem está disposto a assumir responsabilidade pela própria vida financeira.

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