Como se curar da compulsão por compras: um caminho possível pela Educação Financeira

Tempo de leitura: 4 minutos

A compulsão por compras se tornou um termo popular. 

Muitas pessoas dizem: “eu não consigo me controlar” ou “eu tenho compulsão, gasto tudo”. No entanto, depois de ter minha vida completamente transformada ao aprender Educação Financeira aos 41 anos e após realizar centenas de consultorias financeiras pessoais e familiares, posso afirmar com segurança: na maioria dos casos, a compulsão por compras não é a causa do problema — ela é o sintoma.

Neste artigo, quero compartilhar uma visão prática, consciente e realista sobre como lidar com esse comportamento, sem culpa, sem condenação, mas com responsabilidade e clareza.

Quando a compulsão vira uma justificativa

Segundo o Dicionário Priberam, compulsão é:

“Força que compele; ato repetitivo realizado para aliviar, geralmente de forma temporária, ansiedade, angústia ou outros sentimentos.”

Ou seja, a compulsão nasce de um fator interno e emocional. Ela não é sobre o objeto comprado, mas sobre o alívio momentâneo que a compra proporciona.

O que observei ao longo dos anos é que, em muitos casos, essa compulsão foi construída a partir de hábitos de consumo sem limites, aliados à ausência de educação financeira.

O papel da Educação Financeira nesse processo

Educação Financeira é um conjunto de conceitos objetivos que nos ensina a administrar um recurso escasso: o dinheiro.

Dinheiro tem fim.


Não importa quanto você ganha. Sem organização, ele sempre será insuficiente.

Quando a pessoa não aprende a:

  • respeitar seus limites financeiros,

  • planejar antes de consumir,

  • administrar seus desejos,

ela passa a viver no improviso, no impulso e no discurso recorrente de que “o salário é pouco”, mesmo quando não é.

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Crenças, comparação e anestesia emocional

A compulsão por compras costuma ser alimentada por vários fatores:

  • comparação constante com outras pessoas,

  • competição silenciosa,

  • carência emocional,

  • busca por recompensa,

  • efeito da dopamina gerado pela compra.

O padrão se repete: compra-se por impulso e, dias depois, vem o arrependimento.

Sinais claros de descontrole financeiro

Alguns sinais são recorrentes:

  • compras impulsivas frequentes;

  • endividamento ou desorganização financeira;

  • malabarismo para pagar contas;

  • dependência de décimo terceiro, férias ou empréstimos;

  • esconder gastos do cônjuge ou da família (traição financeira);

  • sensação constante de perda de controle.

Essa sensação não surge porque a pessoa é fraca, mas porque ela nunca aprendeu os fundamentos da Educação Financeira.

Palestras de Educação Financeira em escolas, igrejas e empresas
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Controle financeiro vai além da planilha

Educação Financeira não é apenas matemática, orçamento e planilhas. Isso é essencial, mas não suficiente.

Existe um segundo pilar igualmente importante: a administração dos desejos.

Todos nós temos impulsos. A diferença é que, quando aprendemos Educação Financeira, entendemos que:

  • desejos precisam ser administrados;

  • impulsos precisam de limites;

  • nem tudo o que queremos cabe no orçamento.

Sem esse controle, o orçamento sempre será estourado.

O crédito como agravante da compulsão

Hoje, o acesso ao crédito é fácil e excessivo. Pessoas com renda limitada possuem:

  • vários cartões,

  • limites altos,

  • crédito mesmo estando negativadas.

Se alguém tem impulsos e não tem crédito, ela não gasta.


Mas quando o crédito é abundante, o descontrole se intensifica.

O processo de cura começa sem culpa

O primeiro passo é reconhecer o problema sem culpa.

Não se condene.


Não se rotule como incapaz.

Muitas vezes, trata-se de:

  • influência cultural,

  • ambiente social,

  • hábitos aprendidos,

  • normalização do endividamento.

Reconhecer é libertador.

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Identificando os gatilhos de consumo

O segundo passo é identificar os gatilhos:

  • emocionais (ansiedade, solidão, estresse);

  • comportamentais (rotinas de consumo);

  • culturais (crenças e discursos sociais).

Pergunte-se antes de comprar:

Isso é realmente necessário?


Isso vai me trazer benefício real?


Ou vai gerar arrependimento depois?

Criando limites práticos e saudáveis

Aqui entra a Educação Financeira de forma clara e objetiva.

Ela ajuda você a:

  • estabelecer limites;

  • planejar antes de consumir;

  • organizar prioridades;

  • alinhar consumo com realidade financeira.

Educação financeira não é pensamento mágico e não promete que você terá tudo.

Construindo novos hábitos de consumo

Com o tempo, você desenvolve hábitos mais conscientes:

  • planejar para ter;

  • esperar o momento certo;

  • usar crédito de forma pontual e estratégica;

  • consumir sem culpa, mas com responsabilidade.

Educação Financeira não gera privação.
Esse é um dos maiores mitos existentes.

Educação Financeira como autocontrole emocional

Quando bem aplicada, a Educação Financeira se transforma em:

  • autocontrole financeiro;

  • autocontrole emocional;

  • redução da ansiedade;

  • sensação de segurança;

  • mais paz mental.

Já ouvi inúmeros relatos de pessoas que disseram:

“minha ansiedade diminuiu”,
“hoje eu durmo melhor”,
“finalmente me sinto no controle”.

Porque, no fim, o verdadeiro controle não é sobre o dinheiro — é sobre si mesmo.  Se você quer investir em conhecimento sobre Educação Financeira para, entre em contato para que possamos entender qual a melhor forma de te ajudar. Acesse nosso site www.juliosantos.com.br

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