A Importância da Educação Financeira Em Instituições de Ensino (parte 3)

Tempo de leitura: 5 minutos

Acredito que você já tenha notado A Importância da Educação Financeira nas Instituições de Ensino.

Nos dois artigos anteriores falei dos grandes impactos que este tema terá na sociedade nas próximas décadas.

Se você ainda não leu o conteúdo na íntegra, comece por aqui:

Parte 1: A importância da Educação Financeira em Instituições de Ensino

Parte 2: A importância da Educação Financeira em Instituições de Ensino

Dando sequência à nossa reflexão, vamos falar agora de

Como Implantar Um Programa de Educação Financeira em Instituição de Ensino

Chegamos agora em um momento crucial.

Os projetos de Educação Financeira não são os mesmos para cada escola.

O primeiro fator que deve ser considerado é a individualidade dessa instituição de ensino.

Como dissemos anteriormente, há diferenças entre escolas particulares e públicas, de “ricos” e “pobres”, etc.

Há também elementos comuns, que qualquer escola deve considerar para que a implantação de um programa de educação financeira dê resultados.

Vamos falar sobre esse assunto agora:

1. Projeto da Escola

O primeiro fator é que a implantação da Educação Financeira em uma instituição de ensino deve estar inserida no seu projeto político-pedagógico.

É natural que gestores, coordenadores e até professores influentes “patrocinem” e estimulem a implantação da educação financeira.

Se isso acontecer o trabalho será bastante árduo pois ele é influenciado apenas pela opinião de uma ou algumas pessoas.

 Menos árduo será se, mais do que pessoas, a educação financeira for uma forte “convicção” do projeto político pedagógico da instituição de ensino.

A Educação Financeira deve ser vista como um conteúdo essencial para a formação de pessoas e cidadãos.

Deve ser vista também como uma disciplina que interage com outras contribuindo para um bom processo de aquisição de conhecimento.

Tudo bem. Sabemos que o projeto político pedagógico da escola vem de pessoas.

Sim.

O que quero dizer é que, em primeiro lugar, a crença de que a Educação Financeira da escola deve partir dos grandes e principais líderes da instituição.

A partir desta liderança que constrói a missão da organização e a formalização por meio do seu projeto de ensino é que deve haver a exposição para todos os demais envolvidos na realização do seu projeto educacional.

2. Método

Outra questão importante é a escola identificar um método para aplicar o projeto.

Há diversas “vertentes” da educação financeira.

Algumas inclusive falaciosas, propostas disfarçadas de educação financeira que na verdade são mais voltadas a disseminação de filosofias de enriquecimento.

Há também quem acredite que “Educação Financeira” seja basicamente falar de guardar dinheiro e investir.

Outros, por outro lado acreditam que o foco em consumo consciente.

Tudo isso faz parte. Mas é uma pequena fração do que a Educação Financeira oferece para a sociedade.

O método deve atender todos atores envolvidos na esfera educacional, cada qual com sua respectiva pessoalidade.

3. Viabilização Pedagógica

Outra questão que deve ser considerada é a “viabilização pedagógica”.

A Educação Financeira é aplicável desde a educação infantil até a pós-graduação.

Porém, para cada segmento, nível educacional e faixa etária ela deve ter aplicações distintas.

Definir o tempo de curso, segmento educacional a ser envolvido, quantidade de aulas, ferramentas a serem utilizadas, mecanismos interdisciplinares e de prática, tudo isso deve ser pensado pela escola para que a implantação seja bem sucedida.

É melhor começar modestamente e evoluir aos poucos do que criar um projeto de alto impacto e não se sustentar.

4. Capacitação Profissional

A capacitação dos profissionais que conduzirão o projeto de educação financeira é uma etapa muito importante.

Um projeto de educação financeira vai muito além de um conteúdo programático.

Por tudo o que dissemos até agora, para que a Educação Financeira seja aceita por todos os atores na escola e, mais do que isso, atinja os resultados, deve-se preparar os profissionais para desenvolver atividades diversas, descobrir os pontos de intersecção entre outras disciplinas e criar modelos de avaliação deve ser definidos com clareza e apresentar espaço para ajustes com o tempo.

Veja que estamos falando de “capacitação dos profissionais” e não de “capacitação dos professores”.

Toda a equipe da instituição de ensino deve passar pela formação em Educação Financeira, cada um em níveis diferenciados de acordo com o seu papel na organização.

5. Envolvimento da Comunidade

Veja aqui o detalhe: envolvimento da comunidade e não envolvimento da comunidade escolar.

A ideia do projeto de educação financeira deve conquistar a aprovação dos pais, alunos, docentes, colaboradores e todos aqueles que a organização educacional possa beneficiar.

Uma boa comunicação deve incluir entrevistas com famílias, palestras de sensibilização, experimentos pontuais, etc.

Cada público deve participar em etapas diferentes para que se construa a cultura da Educação Financeira no ambiente educacional.

6. Aplicação

É hora de “entrar em campo”.

Dissemos ate o item 5 das etapas importantes para que um projeto de viabilização da Educação Financeira em uma instituição de ensino. 

Mas o ato de planejar deve considerar que este assunto é muito novo na comunidade educacional. Portanto erros poderão ser cometidos, equívocos na aplicação, falhas na escolha de público alvo, fragilidades nos conteúdos.

Mas isso só vai se mostrar quando o projeto é colocado em prática. E enquanto as coisas acontecem as observações e aperfeiçoamentos irão acontecer.

Você já deve ter ouvido a frase “feito é melhor que perfeito”.

Há uma multidão de famílias precisando da Educação Financeira. E se você acredita que pode contribuir para que essas pessoas mudem suas vidas para melhor, não tenha medo de entrar nessa jornada.

Para te motivar posso dizer que são muitos os depoimentos que recebo de pessoas dizendo o quanto a Educação Financeira favoreceu suas vidas, seus relacionamentos e sua saúde física, mental e espiritual.

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